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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mais igreja, mais ignorância?!



     Hoje, vejo na televisão tantas notícias sobre pessoas abandonadas que precisam de ajuda. Pessoas que, às vezes, não se veem saindo daquela situação e acabam entrando numa pior. A sociedade parece não ligar, não digo a sociedade a minha volta,  mas a que está em toda volta. Estamos no inverno, que começou na terça-feira passada, dia 21 de junho e, hoje, assisto na televisão que uma pessoa morre( que mora na ruas); morreu porque não aguentou o frio. Fico pensando naquele homem, naquele momento em que não tinha recursos para poder suprir sua necessidade, não falo nem de fome, creio que nem fome ele sentia, mas necessidade de suprir o frio com um pouco de calor; um quente casaco de pano normal para aquecer, pois o frio era de 1 grau. Este caso correu no sul do Brasil, onde é o lugar que mais faz frio.
      Todos os dias, presencio situações de líderes espirituais que falam e fazem coisas que são tão complicadas e acabam se esquecendo do mais simples: amar ao próximo.
    
     A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórida ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação.  Amar ao próximo nao quer dizer que você venha precisar colocar a pessoa na tua casa, mas cuidar de alguma forma, se importar pelo estado físico e emocional.

     Hoje, hoje, o mais importante para uns é ampliar o templo e encher de gente! Esta é a verdade!  Porque se você amplia o templo, as estatísticas de pessoas visitando aumentam e, numa certa regra de proporção, se aumenta o número de pessoas também aumenta o dinheiro entrando para a igreja. Não estou dizendo que sou contra qualquer tipo de dízimo ou oferta. Aprendemos logo em Gêneses quando Caím levou sua melhor oferta ao Senhor, as primícias e o Senhor muito se agradou. A preocupação em efetuar pagamentos que para o programa de televisão continue no ar. Enquanto o pastor presidente de uma igreja pede para seus subordinados de outras igrejas colocarem um lance. A moda agora é essa. Lance! Isto me enoja!!  Não consigo assistir ao um culto assim. Detalhe:  o lance mínimo são “míseros R$ 100,00 reais”. Pois é, já ouvi isso de um pastor conceituado “deixa de ser miserável. Você não tem R$ 100,00 de oferta?. “irmãos, se você tem fé, mas só para quem tem fé, vou começar aqui com lance de R$ 10.000,00 mil reais e R$ 5.000,00, R$ 1.000,00, R$ 500,00 e no mínimo R$ 100,00 reaizinhos”. Outro grande detalhe é que se pode parcelar em 12x no cartão e a oferta e pode até entrar juros. O que me deixa muito triste é a intenção do pedido, geralmente é para pagar gastos em suas empresas de programas de televisão, programa de rádio, alguma coisa alheia que somente DEUS vê, mas que um dia vem à tona.
A pessoa que não pode dar o dízimo ou ofertar, nem R$ 100,00 reaizinhos vai para a classe de pessoas que não são e nunca serão abençoadas por DEUS de forma automática. Isto acaba constrangendo  a pessoa e esta pode não querer mais confiar em DEUS e nem querer permanecer na igreja.

        Igrejas assim arrecadam cerca de R$ 50 Milhões... 400 Milhões de reais por ano(estima-se). Não sou contra de forma nenhuma a construção de templos, muito pelo contrário, crescendo o templo e expandindo para outros lugares, DEUS é glorificado; mas temos que fazer a diferença em nossa sociedade, primeiro a que está a nossa volta e depois a que está no outro lado da rua. Se algumas igrejas conhecidas construíssem centros sociais, como cultura, esporte e lazer desenvolvendo, assim, um projeto social para mudar a cara do estado e do Brasil.
        Mas quando fala-se em gasto...ahhhh! Aí que mexe. Falar em ganhar, todos estão à volta, mas quando fala-se em criar projetos sociais para beneficiar as pessoas que precisam, não somente aquelas que precisam, mas aquelas que puderem se beneficiar com o projeto...ah! Nem te conto como funciona.
      Uma das coisas que fico chateado é quando o dizimista fiel ou a pessoa que está precisando de uma ajuda financeira e a igreja diz que não pode ajudar em nada, mesmo a pessoa sabendo que tem, como ela vai se sentir em ao querer ofertar ou dar o dízimo? Sentimento de raiva e revoltar surgirá.
       Uma vez ouvi uma história de um homem, que temia a DEUS, que estava passando por uma prova e morava de aluguel. Ao sair de casa, ele era cobrado pela dona da casa e neste dia quando ela o cobrou, ele disse “hoje, te darei o dinheiro. Não volto sem o teu dinheiro”. Quando ele disse isto não tinha a mínima ideia de como conseguir o dinheiro que era uma quantia pequena de R$ 120,00. Uma ideia brilhou na mente dele: vou pedir ao pastor da minha igreja, porque lá com certeza poderei ter ajuda. Indo ele pediu ao pastor e o pastor disse que não poderia ajudar. Mas a igreja era rica em dinheiro. Ele foi, então para sua casa e, no caminho, foi passando por um beco, quando um homem saiu de baixo de alguma coisa que ele não sabia descrever o que era e quando o homem saiu ele pensou “é agora que vou morrer. Chegou o meu fim”. A pessoa que tinha saído era um traficando e era dono do território que abrindo sua boca disse: “aí, cupadi, não sei porque, mas tem uma voz aqui no meu ouvindo dizendo pra eu te dá esse dinheiro aqui, não sei que voz é essa”. E quando ele pegou o dinheiro eis que tinham R$120,00 reais. O homem ficou maravilhado. Muito glorificou a DEUS. É uma história verídica.

       DEUS usa aquele que achamos ser impossível de ser usado. Sei que muitas pessoas precisam de ajuda financeira e sei que a igreja não tem obrigação de ajudar, embora eu pense ao contrário, mas existem pessoas que precisam muito mesmo mas não são ajudadas, acolhidas com amor. Pregam a palavra de DEUS e se esquecem do básico que é cuidar uns dos outros como acontecia a partir do dia de pentecostes. Livro de Atos registra os atos do Espírito Santo naquela época. Ninguém tinha falta de nada porque quem não tinha terra para morar o outro concedia um pedaço e quem não tinha dinheiro o outro dividia o que tinha e assim se fazia e ninguém tinha falta de nada, mas a ganância de muitos e o amor ao dinheiro têm feito verdadeiros desastres espirituais emocionais dentro das igrejas e outros lugares.
      Hoje, não se prega que temos que ter fé e que sem fé é impossível agradar a DEUS. O emocionalismo tem tomado conta e quando uma pessoa prega sobre fé é para no final falar de dinheiro, ofertas, dízimos que se você não dizimar não será abençoado. Meu irmão, se você não tem DEUS sabe. O que DEUS precisa saber de você, embora ele já saiba, é que você não seja uma pessoa gananciosa ao dinheiro. Sejamos igual a viúva pobre que DEUS o que tinha e com alegria.

     Hoje, fala-se muito em batizar pessoas, um grande número de pessoas, 1000, 2000... 5000 pessoas, mas não ouço falar em formar discípulos. Discípulo é aquela pessoa que segue os mesmos passos de seu mestre(Jesus).

     Acho que os líderes precisam acordar e perceberem que ampliar templo, batizar todos os pastores fazem, mas criar algo que, realmente, faça a diferença, estou para ver isso; falo de igreja grande em templo e numero de pessoas, porque igrejas pequenas tem uma mente mais voltadas ao amor, solidariedade, carinho do que muitas que estou e estamos vendo por aí.

     Diante disso, vê-se claramente que naõ tem interesse em ajudar e sim o dinheiro que entra em seus bolsos. É preciso todos os dias inovar para que as pessoas que estejam na igreja ou não, não desanimem por tudo ser a mesma coisa todos os dias
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